DOENÇAS BUCAIS NA GRAVIDEZ
Aécio Pereira
Danilo Soares
Gabriela Gontij
Héber Rodrigues Silva
Jean da Silva Coelho
Keyla Márcia da Silva
Murilo Guimarães
Araújo et al (2009) ensinam que a “gravidez ou gestação é o período no qual ocorre uma sequência de eventos desde a fecundação do óvulo até a formação completa do feto”. É nessa fase, quando ocorrem intensas modificações no organismo da grávida, que podem ocorrer alterações no “equilíbrio da boca”, dando origem a uma série de doenças.
De acordo com Andrade (1998, pp. 108-109) a saúde bucal da gestante e do bebê está diretamente relacionada com as alterações físicas, fisiológicas e psicológicas que ocorrem na mesma. Entretanto, como afirmam Camargo & Soibelman (2005, pp. 11-12), “as perturbações da saúde bucal durante a gravidez e períodos onde há alterações hormonais, por si só, não desencadeiam as periodontites”.
Certo é que doenças bucais as mais diversas acometem grávidas e seus bebês durante a gravidez. Andrade (1998, pp. 108-109) cita a gengivite gravídica como uma das principais doenças bucais das gestantes, que ocorre com maior intensidade “no decorrer do terceiro trimestre” (SONIS, FAZIO & FANG: 1995, p. 146) de gravidez.
Estudiosos do assunto, por sua vez, enumeram outras doenças que podem acometer a gestante e “induzir efeitos deletérios no desenvolvimento dos fetos” (LOURO, 2001, p. 24). Araújo et al (2009), por exemplo, constatou em seu estudo que a cárie dentária – que é “uma doença infecto-contagiosa e transmissível” (CARVALHO et al, 2009) –, seguida da gengivite e da afta, são as principais doenças desse período.
Louro et al (2001, p. 24) explica que, embora o número de doenças bucais seja grande, elas podem ser divididas do dois grupos: gengivite e periodontite. “Na gengivite, apenas os tecidos moles da gengiva são alterados. Na periodontite, além dos tecidos moles também os tecidos duros (ossos ligamento periodontal e cemento) são alterados”.
Dantas et al (2004, p. 8) alerta para o fato de que doenças bucais predispõem o desenvolvimento ou maximização de vários outros problemas de saúde, dos quais ele cita os seguintes:
(...) doenças respiratórias (principalmente as pneumonias e as doenças pulmonares crônicas obstrutivas), partos de bebês prematuros de baixo peso, doenças cardiovasculares (desde endocardite bacteriana até aterosclerose, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais), além de eventuais dificuldades frente ao controle do diabetes.
Explicando as consequências que podem advir de uma criança que nasça com baixo peso, devido a problemas bucais de sua mãe, Louro et al (2001, p. 27) afirma que essa criança está sujeita a um aumento significativo do “risco de morte, sequelas neurológicas e neurodesenvolvimento insatisfatório. Além disso, implica custos elevados, uma vez que um grande percentual de recém-nascidos de baixo peso ao nascer necessita de tratamento intensivo ou intermediário”.
Outros estudos também apontam nessa direção, como por exemplo: Collins et al (1994), Offenbacher et al (1996 e 1998), Dasanayke (1998), Davenport et al (1998), Andrade (2000), Jeffcoat et al (2001), Segura et al (2001), Azevedo (2002), Glesse & Saba-Chujfi (2003), Ricardo, Franco Filho & Souza (2003) e Campos et al (2003) (apud DANTAS: 2004, pp. 8-9).
É importante atentar para o fato acima, pois de acordo com Dantas et al (2004, p. 9), “o nascimento de bebês de baixo peso corporal continua sendo a principal causa de morbidade e mortalidade perinatal, afetando cerca de 10% de todos os nascimentos”. Isso tudo somado ao fato de que “infecções dento-gengivais podem ter repercussões orgânicas a distância”, ou seja, “mesmo que o paciente não sinta desconforto, podem resultar em lesões orgânicas insidiosas a distância, eventualmente fatais” (LOURO et al: 2001, p. 23).
Como se pode perceber, as doenças bucais na gravidez são uma realidade, e seus resultados podem ser desastrosos, pois além dos perigos acima citados, as doenças periodontais podem ocasionar a “perda de dentes e desequilíbrio do sistema estomatognático, comprometendo assim a mastigação, deglutição e a fala” (ARAÚJO: 2009). Benatti & Trotta (2000, p. 37) também acentuam que “o adequado desenvolvimento e a manutenção das estruturas bucais são fundamentais para o bom funcionamento da mastigação, fonação e estética”.
Não bastasse o número de doenças bucais que podem acometer a gestante, e as perigosas consequências de não se dar a devida atenção ao seu tratamento, estudos revelam que há um abismo de desinformação por parte das gestantes e dos profissionais de saúde que trabalham o pré-natal com as mesmas no que respeita às doenças bucais e suas consequências. Foi esta a conclusão a que chegou Araújo et al (2009) quando observou que 84% das gestantes por ele entrevistadas “respondeu não ter tido nenhuma informação sobre saúde bucal”.
A situação torna-se ainda mais preocupante quando se observa que pediatras e médicos obstetras não têm a devida compreensão sobre a importância de se trabalhar a saúde bucal das gestantes. É essa a conclusão de Feldens et al (2005, p. 42), para quem é imperiosa a “necessidade de integrar de forma interdisciplinar médicos e dentistas”, com a “inclusão da consulta odontológica como rotina o controle pré-natal” (COZZUPOLI, 1981; SCAVUZZI, ROCHA & VIANNA, 1995; FARIA, 1996 apud FELDENS et al: 2005, p. 43).
O autor acima sugere, ainda, que a realização de procedimentos odontológicos (restaurações, endodontias e exodontias) devem ocorrer, preferencialmente, no segundo trimestre de gravidez, pois “o primeiro e terceiro trimestres apresentam-se como períodos de maior risco para a gestante e o bebê em desenvolvimento” (SPOSTO et al, 1997, apud FELDENS et al: 2005, p. 43).
Não obstante as dificuldades encontradas diante da atual realidade, percebe-se que a “gravidez é uma fase ideal para o estabelecimento de bons hábitos, pois a gestante mostra-se psicologicamente receptiva em adquirir novos conhecimentos e a mudar padrões que provavelmente terão influência no desenvolvimento da saúde do bebê” (CARVALHO et al.: 2009).
As medidas preventivas em saúde bucal devem ser iniciadas já na gestação, através da orientação a respeito de uma dieta saudável, com quantidades suficientes de cálcio para a gestante. As primeiras orientações preventivas pós-natais são fornecidas pelo médico, em geral o pediatra , que encaminhará a criança ao odontólogo para completar, de forma especializada, a orientação (BENATTI & TROTTA: 2000, p. 40).
“O sucesso de se ter crianças livres de doenças bucais irá depender do momento de iniciação da educação, e da promoção de saúde bucal com acompanhamento odontológico da gestante durante toda gravidez” (ARAÚJO Et al: 2009).
Não é por menos que Camargo & Soibelmn (2005, p. 12) sugerem que a adoção de “programas odontológicos adequadamente direcionados às gestantes poderiam ser delineados para esclarecer a importância em manter a saúde bucal, ressaltando-se o eventual benefício direto ao recém-nascido”.
De tudo o que foi exposto acima, resta claro que as doenças bucais durante a gravidez se não são um indicativo da presença das doenças já elencadas, representam um risco potencial, que pode – e deve – ser evitado, já que as consequências atingem não apenas os diretamente envolvidos (a grávida e o bebê), mas a sociedade como um todo.
Como as doenças originadas durante o período da gravidez podem ocasionar uma série de outros problemas futuros, sua conscientização, prevenção e recuperação são de grande importância, revestindo o trabalho do cirurgião dentista de importante elemento de saúde pública.
Concluímos as considerações reiterando a necessidade de conscientização, não somente das gestantes (que devem receber orientação de profissionais especializados), mas também da população como um todo (pois como vimos, as doenças que podem surgir a partir das doenças bucais podem acometer qualquer pessoa, quer seja ela uma criança ou um adulto).
Esse processo de conscientização, prevenção e informação deve envolver também os responsáveis pela definição das políticas públicas de saúde (com a inserção de um número cada vez maior de profissionais odontólogos em suas políticas, notadamente durante o pré e o pós-natal) e dos profissionais de saúde – médicos e odontólogos – que devem trabalhar juntos a fim de permitir que as pessoas tenham acesso à saúde integral, à qualidade de vida.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Eduardo Dias de. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia: procedimentos clínicos e uso de medicamentos nas principais situações da prática odontológica. São Paulo: Artes Médicas, 1998.
ARAÚJO, Izamir Carnevali de Et al. Condições da Saúde Bucal das Gestantes Atendidas em Instituições de Saúde do Bairro do Guamá no Município de Belém. Disponível em: http://www.ufpa.br/ccs/izamir/izamirtrabgestantesmarizeli.pdf. Acesso em 10 nov. 2009.
BENATTI, Rosange Maria; TROTTA, Eliana A. A Saúde Bucal da Criança e do Adulto: aspectos atuais. Revista HCPA, 20(1)37-43, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v11n1/29457.pdf. Acesso em 01 nov. 2009.
CAMARGO, Elaine Catarina de. Prevalência da Doença Periodontal na Gravidez e sua Influência na Saúde do Recém-Nascido. Revista AMRIGS, Porto Alegre, 49 (1): 11-15, jan.-mar. 2005. Disponível em: http://www.amrigs.com.br/revista/49-01/ao01.pdf. Acesso em 08 nov. 2009.
CARVALHO, Maria de Lourdes Et al. Avaliação dos Conhecimentos Sobre Saúde Bucal de Gestantes. Disponível em: http://www.propp.ufu.br/revistaeletronica/edicao2002/H/AVALIACAO%20.PDF. Acesso em 01 nov. 2009.
DANTAS, Euler Maciel Et al. Doença Periodontal como Fator de Risco para Complicações na Gravidez – há Evidência Científica? Odontologia. Clín.-Científ., Recife, 3(1):07-10, jan./abr., 2004. Disponível em: http://www.cro-pe.org.br/revista/v3n1a04/Doenca%20periodontal%20como%20fator%20de%20risco%20para%20complicacoes%20na%20gravidez.pdf. Acesso em 01 nov. 2009.
FELDENS, Eliane Gerson Et al. A Percepção dos Médicos Obstetras a Respeito da Saúde Bucal da Gestante. Disponível em: http://eduep.uepb.edu.br/pboci/pdf/Artigo6v51.pdf. Acesso em: 01 nov 2009.
LOURO, Paulo M. Et al. Doença Periodontal na Gravidez e Baixo Peso ao Nascer. Jornal de Pediatria, Vol. 77, nº 1, 23-28, 2001. Disponível em: http://www.jped.com.br/conteudo/01-77-01-23/port.pdf. Acesso em 10 nov. 2009.
SONIS, Stephen T.; FAZIO, Robert C.; FANG. Princípios Prática de Medicina Oral. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.
Aécio Pereira
Danilo Soares
Gabriela Gontij
Héber Rodrigues Silva
Jean da Silva Coelho
Keyla Márcia da Silva
Murilo Guimarães
Araújo et al (2009) ensinam que a “gravidez ou gestação é o período no qual ocorre uma sequência de eventos desde a fecundação do óvulo até a formação completa do feto”. É nessa fase, quando ocorrem intensas modificações no organismo da grávida, que podem ocorrer alterações no “equilíbrio da boca”, dando origem a uma série de doenças.
De acordo com Andrade (1998, pp. 108-109) a saúde bucal da gestante e do bebê está diretamente relacionada com as alterações físicas, fisiológicas e psicológicas que ocorrem na mesma. Entretanto, como afirmam Camargo & Soibelman (2005, pp. 11-12), “as perturbações da saúde bucal durante a gravidez e períodos onde há alterações hormonais, por si só, não desencadeiam as periodontites”.
Certo é que doenças bucais as mais diversas acometem grávidas e seus bebês durante a gravidez. Andrade (1998, pp. 108-109) cita a gengivite gravídica como uma das principais doenças bucais das gestantes, que ocorre com maior intensidade “no decorrer do terceiro trimestre” (SONIS, FAZIO & FANG: 1995, p. 146) de gravidez.
Estudiosos do assunto, por sua vez, enumeram outras doenças que podem acometer a gestante e “induzir efeitos deletérios no desenvolvimento dos fetos” (LOURO, 2001, p. 24). Araújo et al (2009), por exemplo, constatou em seu estudo que a cárie dentária – que é “uma doença infecto-contagiosa e transmissível” (CARVALHO et al, 2009) –, seguida da gengivite e da afta, são as principais doenças desse período.
Louro et al (2001, p. 24) explica que, embora o número de doenças bucais seja grande, elas podem ser divididas do dois grupos: gengivite e periodontite. “Na gengivite, apenas os tecidos moles da gengiva são alterados. Na periodontite, além dos tecidos moles também os tecidos duros (ossos ligamento periodontal e cemento) são alterados”.
Dantas et al (2004, p. 8) alerta para o fato de que doenças bucais predispõem o desenvolvimento ou maximização de vários outros problemas de saúde, dos quais ele cita os seguintes:
(...) doenças respiratórias (principalmente as pneumonias e as doenças pulmonares crônicas obstrutivas), partos de bebês prematuros de baixo peso, doenças cardiovasculares (desde endocardite bacteriana até aterosclerose, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais), além de eventuais dificuldades frente ao controle do diabetes.
Explicando as consequências que podem advir de uma criança que nasça com baixo peso, devido a problemas bucais de sua mãe, Louro et al (2001, p. 27) afirma que essa criança está sujeita a um aumento significativo do “risco de morte, sequelas neurológicas e neurodesenvolvimento insatisfatório. Além disso, implica custos elevados, uma vez que um grande percentual de recém-nascidos de baixo peso ao nascer necessita de tratamento intensivo ou intermediário”.
Outros estudos também apontam nessa direção, como por exemplo: Collins et al (1994), Offenbacher et al (1996 e 1998), Dasanayke (1998), Davenport et al (1998), Andrade (2000), Jeffcoat et al (2001), Segura et al (2001), Azevedo (2002), Glesse & Saba-Chujfi (2003), Ricardo, Franco Filho & Souza (2003) e Campos et al (2003) (apud DANTAS: 2004, pp. 8-9).
É importante atentar para o fato acima, pois de acordo com Dantas et al (2004, p. 9), “o nascimento de bebês de baixo peso corporal continua sendo a principal causa de morbidade e mortalidade perinatal, afetando cerca de 10% de todos os nascimentos”. Isso tudo somado ao fato de que “infecções dento-gengivais podem ter repercussões orgânicas a distância”, ou seja, “mesmo que o paciente não sinta desconforto, podem resultar em lesões orgânicas insidiosas a distância, eventualmente fatais” (LOURO et al: 2001, p. 23).
Como se pode perceber, as doenças bucais na gravidez são uma realidade, e seus resultados podem ser desastrosos, pois além dos perigos acima citados, as doenças periodontais podem ocasionar a “perda de dentes e desequilíbrio do sistema estomatognático, comprometendo assim a mastigação, deglutição e a fala” (ARAÚJO: 2009). Benatti & Trotta (2000, p. 37) também acentuam que “o adequado desenvolvimento e a manutenção das estruturas bucais são fundamentais para o bom funcionamento da mastigação, fonação e estética”.
Não bastasse o número de doenças bucais que podem acometer a gestante, e as perigosas consequências de não se dar a devida atenção ao seu tratamento, estudos revelam que há um abismo de desinformação por parte das gestantes e dos profissionais de saúde que trabalham o pré-natal com as mesmas no que respeita às doenças bucais e suas consequências. Foi esta a conclusão a que chegou Araújo et al (2009) quando observou que 84% das gestantes por ele entrevistadas “respondeu não ter tido nenhuma informação sobre saúde bucal”.
A situação torna-se ainda mais preocupante quando se observa que pediatras e médicos obstetras não têm a devida compreensão sobre a importância de se trabalhar a saúde bucal das gestantes. É essa a conclusão de Feldens et al (2005, p. 42), para quem é imperiosa a “necessidade de integrar de forma interdisciplinar médicos e dentistas”, com a “inclusão da consulta odontológica como rotina o controle pré-natal” (COZZUPOLI, 1981; SCAVUZZI, ROCHA & VIANNA, 1995; FARIA, 1996 apud FELDENS et al: 2005, p. 43).
O autor acima sugere, ainda, que a realização de procedimentos odontológicos (restaurações, endodontias e exodontias) devem ocorrer, preferencialmente, no segundo trimestre de gravidez, pois “o primeiro e terceiro trimestres apresentam-se como períodos de maior risco para a gestante e o bebê em desenvolvimento” (SPOSTO et al, 1997, apud FELDENS et al: 2005, p. 43).
Não obstante as dificuldades encontradas diante da atual realidade, percebe-se que a “gravidez é uma fase ideal para o estabelecimento de bons hábitos, pois a gestante mostra-se psicologicamente receptiva em adquirir novos conhecimentos e a mudar padrões que provavelmente terão influência no desenvolvimento da saúde do bebê” (CARVALHO et al.: 2009).
As medidas preventivas em saúde bucal devem ser iniciadas já na gestação, através da orientação a respeito de uma dieta saudável, com quantidades suficientes de cálcio para a gestante. As primeiras orientações preventivas pós-natais são fornecidas pelo médico, em geral o pediatra , que encaminhará a criança ao odontólogo para completar, de forma especializada, a orientação (BENATTI & TROTTA: 2000, p. 40).
“O sucesso de se ter crianças livres de doenças bucais irá depender do momento de iniciação da educação, e da promoção de saúde bucal com acompanhamento odontológico da gestante durante toda gravidez” (ARAÚJO Et al: 2009).
Não é por menos que Camargo & Soibelmn (2005, p. 12) sugerem que a adoção de “programas odontológicos adequadamente direcionados às gestantes poderiam ser delineados para esclarecer a importância em manter a saúde bucal, ressaltando-se o eventual benefício direto ao recém-nascido”.
De tudo o que foi exposto acima, resta claro que as doenças bucais durante a gravidez se não são um indicativo da presença das doenças já elencadas, representam um risco potencial, que pode – e deve – ser evitado, já que as consequências atingem não apenas os diretamente envolvidos (a grávida e o bebê), mas a sociedade como um todo.
Como as doenças originadas durante o período da gravidez podem ocasionar uma série de outros problemas futuros, sua conscientização, prevenção e recuperação são de grande importância, revestindo o trabalho do cirurgião dentista de importante elemento de saúde pública.
Concluímos as considerações reiterando a necessidade de conscientização, não somente das gestantes (que devem receber orientação de profissionais especializados), mas também da população como um todo (pois como vimos, as doenças que podem surgir a partir das doenças bucais podem acometer qualquer pessoa, quer seja ela uma criança ou um adulto).
Esse processo de conscientização, prevenção e informação deve envolver também os responsáveis pela definição das políticas públicas de saúde (com a inserção de um número cada vez maior de profissionais odontólogos em suas políticas, notadamente durante o pré e o pós-natal) e dos profissionais de saúde – médicos e odontólogos – que devem trabalhar juntos a fim de permitir que as pessoas tenham acesso à saúde integral, à qualidade de vida.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Eduardo Dias de. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia: procedimentos clínicos e uso de medicamentos nas principais situações da prática odontológica. São Paulo: Artes Médicas, 1998.
ARAÚJO, Izamir Carnevali de Et al. Condições da Saúde Bucal das Gestantes Atendidas em Instituições de Saúde do Bairro do Guamá no Município de Belém. Disponível em: http://www.ufpa.br/ccs/izamir/izamirtrabgestantesmarizeli.pdf. Acesso em 10 nov. 2009.
BENATTI, Rosange Maria; TROTTA, Eliana A. A Saúde Bucal da Criança e do Adulto: aspectos atuais. Revista HCPA, 20(1)37-43, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v11n1/29457.pdf. Acesso em 01 nov. 2009.
CAMARGO, Elaine Catarina de. Prevalência da Doença Periodontal na Gravidez e sua Influência na Saúde do Recém-Nascido. Revista AMRIGS, Porto Alegre, 49 (1): 11-15, jan.-mar. 2005. Disponível em: http://www.amrigs.com.br/revista/49-01/ao01.pdf. Acesso em 08 nov. 2009.
CARVALHO, Maria de Lourdes Et al. Avaliação dos Conhecimentos Sobre Saúde Bucal de Gestantes. Disponível em: http://www.propp.ufu.br/revistaeletronica/edicao2002/H/AVALIACAO%20.PDF. Acesso em 01 nov. 2009.
DANTAS, Euler Maciel Et al. Doença Periodontal como Fator de Risco para Complicações na Gravidez – há Evidência Científica? Odontologia. Clín.-Científ., Recife, 3(1):07-10, jan./abr., 2004. Disponível em: http://www.cro-pe.org.br/revista/v3n1a04/Doenca%20periodontal%20como%20fator%20de%20risco%20para%20complicacoes%20na%20gravidez.pdf. Acesso em 01 nov. 2009.
FELDENS, Eliane Gerson Et al. A Percepção dos Médicos Obstetras a Respeito da Saúde Bucal da Gestante. Disponível em: http://eduep.uepb.edu.br/pboci/pdf/Artigo6v51.pdf. Acesso em: 01 nov 2009.
LOURO, Paulo M. Et al. Doença Periodontal na Gravidez e Baixo Peso ao Nascer. Jornal de Pediatria, Vol. 77, nº 1, 23-28, 2001. Disponível em: http://www.jped.com.br/conteudo/01-77-01-23/port.pdf. Acesso em 10 nov. 2009.
SONIS, Stephen T.; FAZIO, Robert C.; FANG. Princípios Prática de Medicina Oral. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.

Parabéns,
ResponderExcluirO blog de vocês está ótimo.... Dezzzz... agora verificarei os relatórios dos membros do grupo.
abraços
Olá,
ResponderExcluirEstou passando por aqui para visitar o material de vocês. Esta é a etapa final da atividade com o blog sob minha orientação.
De vez em quando virei visitá-los rsss...
Informo que o processo de avaliação consta das seguintes etapas:
Leitura dos relatórios individuais
Impressão de todos os textos dos blogs
Leitura dos textos publicados nos blogs
Coloco comentário geral no último texto publicado.
Após o recebimento deste comentário geral. As etapas de avaliação foram encerradas.
Desejo sucesso para vocês e AGRADEÇO a participação de todos vocês na elaboração das atividades propostas durante nosso curso.
abraços